O QUE É O PAPEL?
Papel é um material produzido a partir de um emaranhado de fibras entrelaçadas que é utilizado para dar suporte à informação escrita. As fibras podem ser extraídas do pinho, eucalipto ou de outros vegetais como algodão ou linho; dependendo da árvore de origem, essas fibras são mais longas ou mais curtas, conferindo ao papel maior ou menor resistência.

Na pré-história, com a finalidade de representar objetos, eram utilizadas matérias disponíveis na natureza, como paredes rochosas, pedras, folhas de algumas espécies, etc. Acompanhando o desenvolvimento da inteligência humana, a necessidade de comunicar e registrar nossas idéias levou à descoberta de formas mais complexas de registro, como a representações gráficas significando idéias.

A história registra o uso de tabletes de barro cozido, tecidos de fibras diversas, papiros, pergaminhos e, finalmente, o papel.
O material mais usado atualmente para a fabricação do papel é a polpa de madeira de árvores, principalmente o eucalipto (devido ao seu crescimento rápido) e o pinheiro (por causa do maior comprimento de suas fibras). Entretanto, ainda são utilizados papéis feitos de fibra de algodão em trabalhos que necessitam uma maior qualidade e durabilidade, como restaurações, de arte e artes gráficas.
Uma curiosidade sobre a produção do papel é o aumento da produção nos últimos anos. A melhoria das técnicas industriais impulsionaram o aumento da produção e barateamento do produto final; por outro lado, a “era dos computadores” e a internet, quando imaginava-se que a utilização do papel se tornaria mais obsoleta, também impulsionou o consumo de papéis.


A oferta de informações aliada à utilização de impressoras facilitou muito processos que antigamente eram realizados pela escrita à mão e máquinas de escrever, que exigiam muito mais esforço, diminuindo o impulso de gastar papel com materiais inúteis. O fato é que podemos registrar um grande número de impressões feitas de forma indiscriminadas, impressões essas que muitas vezes nunca são lidas.
Embora a matéria prima do papel comum possa ser considerada renovável – a madeira – sua produção é baseada em sistemas de monocultura em grandes áreas, que têm como conseqüência o desaparecimento das plantas nativas, a degradação da paisagem, a perda do seu equilíbrio e biodiversidade.
PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO PAPEL
Para entender melhor o processo de produção do papel, assista ao vídeo sobre produção de papel, de domínio público, disponível para download no site do Ministério da Educação.
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Veja agora um resumo do processo de produção do papel:
- Floresta – local onde são plantadas espécies mais apropriadas para a o tipo de celulose ou papel a ser produzido – a maioria das empresas usam áreas reflorestadas e tem seu proprio viveiro onde fazem melhorias na espécie cultivada fazendo a clonagem das plantas com as melhores características;
- Captação da madeira — A árvore é cortada e descascada, transportada, lavada e picada;
- Cozimento: no digestor os pedaços de madeira são misturados ao licor branco e cozidos formando a pasta de celulose;
- Nessa etapa tem-se a pasta marrom que pode ser usada para fabricar papéis não branqueados.
- Branqueamento – a pasta marrom passa por reações com peróxido, dioxido de sódio, dioxido de cloro, ozônio e ácido e é lavada a cada etapa transformando-se em polpa branqueada;
- Secagem: a polpa branqueada é seca e enfardada para transporte caso a fábrica não possua maquina de papel;
- Máquina de papel – a celulose é seca e prensada até atingir a gramatura desejada para o papel a ser produzido.
- Tratamento da lixívia e rejeitos da água — o licor negro resultante do cozimento é tratado e os produtos químicos são recuperados para serem usado como licor branco. Esse tratamento ameniza os impactos ambientais causados pela fabrica de papel.
Apesar de ser biodegradável, o papel pode demorar de 3 meses a 100 anos para se decompor na natureza ou em aterros sanitários.
Acesse também nosso artigo sobre reciclagem de papel.